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Ler resumo Lucinha Lins falou sobre sua participação no filme inspirado em “A Viagem”. A atriz explicou que a produção seguirá um caminho diferente da novela, comentou a nova versão de Dona Maroca e refletiu sobre as comparações feitas pelo público e o etarismo.

Lucinha Lins está de volta ao universo de “A Viagem”, mais de 30 anos após viver Estela na novela exibida em 1994. Agora, a atriz estará no filme inspirado na obra de Ivani Ribeiro, mas em um papel diferente: ela interpretará Dona Maroca, personagem eternizada por Yara Cortes na TV. Em entrevista à revista Quem, a artista comentou a escalação, falou sobre as diferenças no roteiro do longa e refletiu sobre etarismo.

A atriz explicou que o filme não será uma reprodução da novela, apesar de manter o mesmo universo como ponto de partida. “É baseado na novela, o tema é o mesmo e os personagens têm nomes iguais, mas é outra história. É muito bonita e interessante. É um filme de suspense, tanto que o trailer estava bem sombrio”, contou. Lucinha também celebrou o retorno à trama. “Olha, foi emocionante o convite. Eu me sinto como se eu representasse de alguma forma todo aquele elenco e aquela equipe maravilhosa de uma novela que se transformou num fenômeno. Ela é mais do que um sucesso, ela é literalmente um fenômeno”, afirmou. A atriz contou que, nos bastidores, sua presença foi tratada com carinho pela equipe do longa. “A brincadeira no set era: ‘Lucinha, você é a nossa cereja do bolo’. O clima não podia ter sido melhor e o elenco é maravilhoso”, relembrou. Bia (Fernanda Rodrigues), junto com Estela (Lucinha Lins), na novela “A Viagem”. (Globo/ Bazilio Calazans) Ao falar sobre Dona Maroca, Lucinha destacou que a personagem terá uma abordagem diferente no cinema. “Não é o caso, é outra história. A Maroca é uma personagem que já morreu há muito tempo. Faço um ser de luz. É completamente diferente. Não faço uma senhorinha, faço uma mulher da minha idade”, explicou. A escalação da atriz para o papel gerou comentários nas redes sociais, principalmente entre fãs que compararam sua aparência à de Yara Cortes na novela original. Lucinha, no entanto, rejeitou a ideia de que precisaria se encaixar em uma imagem ultrapassada de “vovozinha”. “Estou com 73, sou uma avó, mas acho que não tenho cara de vovozinha ainda. Sou só uma avó. O avô de hoje surfa na praia com o neto, é completamente diferente de 30, 40 anos atrás. A avó de hoje faz Pilates, trabalha fora e continua sendo dona de casa”, disse. O primeiro papel de Lucinha Lins em novelas foi na icônica Roque Santeiro, exibida pela TV Globo em 1985. (Foto: Globo/ Marcos Mazini) A artista aproveitou e foi direta ao falar sobre envelhecimento. “Sou uma senhora, claro que sim, mas eu não me vejo velha. Eu estou envelhecendo, é inevitável, mas não sou uma vovozinha. Ainda ando de bicicleta e trepo em árvore, entendeu? Pensando bem, acho que trepar em árvore eu não trepo mais, não”, brincou. Lucinha ainda criticou os estereótipos ligados à maturidade e afirmou que não tem paciência para discursos etaristas. “Essa coisa estereotipada do avô e da avó que nós tínhamos anos atrás, de serem pessoas aposentadas, paradinhas e de cabecinhas brancas, mudou muito. É completamente diferente. Não tenho o menor saco para esse negócio de etarismo”, disparou. Continua depois da Publicidade A atriz refletiu sobre o que a maturidade trouxe para sua vida pessoal. “Acho que você define melhor o que você realmente não quer. Você aprende a dizer ‘não’ com mais facilidade. A sua paciência também é diferente, mas eu ainda tenho tantas perguntas, tantos desejos, tantos sonhos, tanta vontade. Da vida, eu quero a vida e tudo o que ela puder me dar”, declarou.
Aos 73 anos, Lucinha também deixou claro que não pensa em aposentadoria. “Deus me livre”, respondeu, aos risos. Além do filme de “A Viagem”, Lucinha está em cartaz com “Fafá de Belém, o Musical”, em que interpreta a cantora paraense. A atriz contou que ficou surpresa ao receber o convite e chegou a duvidar da escalação. “Eu não acreditei, disse que ele estava maluco. Olha para mim, eu sou loira do olho azul. Fafá é aquela índia, aquela brasileira maravilhosa, e eu com essa cara de gringa”, relembrou. Mesmo assustada, ela aceitou o desafio e fez questão de não transformar a interpretação em imitação. “A inspiração é a Fafá, mas jamais poderia fazer igual a ela. O bom é que o palco tem essa coisa mágica que envolve as pessoas. Eu fico encantada quando alguém diz: ‘Tem horas que é igual’. É claro que não é, mas você conseguir fazer com que as pessoas sintam isso, sentados numa plateia, meu Deus do céu, que privilégio”, concluiu. Confira o teaser do filme:

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Fonte: hugogloss.uol.com.br