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Ler resumo Leandra Leal se pronunciou nas redes sociais após uma declaração de Juliano Cazarré no programa “GloboNews Debate”. A atriz criticou a circulação de informações incorretas em programas televisivos e defendeu a checagem de fatos em tempo real durante debates ao vivo.

Leandra Leal criticou a divulgação de informações falsas em programas de debate na TV, em vídeo publicado no Instagram, nesta quarta-feira (13). A declaração da atriz global veio depois da participação de Juliano Cazarré no GloboNews Debate, exibido na terça (12), quando o artista transmitiu uma informação incorreta sobre a morte de homens e mulheres no Brasil, minimizando os casos de feminicídio do país.

“Mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”, disse Cazarré, durante o programa. A participação do ator no debate aconteceu em meio à repercussão de um evento organizado por ele para ‘fortalecer os homens enfraquecidos na atual sociedade’. “Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usadas para comprovar pontos de vista”, afirmou Leandra em um post no X. “A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real”, escreveu também.
Pouco depois, a atriz de “Coração Acelerado” gravou um vídeo para abordar a importância do papel do jornalismo em combater a desinformação ao vivo. “Como é que a gente vai combater a fake news? Eu acho que uma das coisas que a gente tem que fazer é interferir no momento que ela começa. Então, eu gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro que é, sim, de interferir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate”, falou. A artista revelou compreender que em programas de debate seja normal a apresentação de dados para que se defenda um ponto de vista, o que não permite que haja distorção de fatos. Leandra então deixou sua cobrança para o jornalismo brasileiro, após a falha do grupo Globo para o qual ela trabalha. “Então, eu gostaria de pedir que a partir de… gente, já era para ter, né? Assim, até em debate político até tem, checagem de fatos. Mas a gente precisa de checagem de fatos em programas de debate, porque é muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet e ele começa a ganhar uma roupagem de como se ele fosse verdadeiro”, complementou. “Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade”, concluiu ela. Assista ao vídeo completo: Afinal, mulheres matam mais do que os homens? Não! A informação trazida pelo artista é falsa. Os dados oficiais de segurança pública no Brasil mostram que homens cometem a grande maioria dos homicídios, sendo também as principais vítimas de crimes violentos. Eles são os autores de mais de 90% dos homicídios no país, enquanto o número de vítimas varia entre 91% a 92%. Quanto ao feminicídio, a maioria dos casos é cometida por homens, seja parceiro ou ex-parceiros. Geralmente, as mortes de homens no Brasil ocorrem em espaços públicos e estão ligadas à criminalidade, tráfico e disputas de facções. Já as mortes de mulheres ocorrem, em grande parte, dentro de casa. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, o que representa uma média de quatro mulheres mortas por dia no período – o equivalente a uma vítima a cada cinco horas no país. A quantia representa o primeiro trimestre mais letal da história do Brasil, desde o início dos registros pelo Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública) em 2015. Em março deste ano, o Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), comunicou o registro de 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano anterior, com 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país. O levantamento supera em 38,8%, ou seja, em mais de 600, o número de vítimas de feminicídio divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. De acordo com a última atualização, em fevereiro, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.

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Fonte: hugogloss.uol.com.br