Ler resumo O cinegrafista Gustavo Clemente se pronunciou, nesta segunda-feira (10), após dar uma cabeçada no fotógrafo Igor Carvalho, do “Brasil de Fato”. Ele contou o que teria acontecido, além de provocações feitas pelo outro profissional e uma suposta atitude dele com colegas da imprensa.
O cinegrafista Gustavo Clemente se pronunciou, nesta segunda-feira (10), após dar uma cabeçada no fotógrafo Igor Carvalho, do “Brasil de Fato”. Em nota no Instagram, Gustavo se mostrou arrependido da situação, mas argumentou que foi alvo de “sucessivas provocações e ofensas”. Ele ainda acusou o outro profissional de “empurrar” colegas da imprensa e negou que o caso tenha ocorrido conforme as notícias.
O episódio aconteceu antes do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, na noite de domingo (9), na Band. O cinegrafista, por sua vez, disse “lamentar profundamente” o desfecho do caso. “Tenho consciência de que a situação jamais deveria ter chegado ao ponto a que chegou e me arrependo do desfecho na noite de domingo”, afirmou.
“Quero deixar claro que nenhum tipo de agressão é justificável. Situações de conflito devem ser resolvidas com equilíbrio e respeito, princípios nos quais sempre acreditei e procurei pautar minha atuação profissional”, pontuou ele. Apesar disso, Gustavo relatou que foi provocado antes de dar a cabeçada. “Ao mesmo tempo, é importante esclarecer que o episódio não começou da forma como vem sendo retratado. Antes do ocorrido, fui alvo de sucessivas provocações, ofensas e agressões verbais, além de contato físico por parte do fotógrafo, que também empurrou outros profissionais de imprensa que trabalhavam no local. Esses fatos foram presenciados por diversos colegas de diferentes veículos de comunicação”, apontou. Cinegrafista foi expulso da Band após suspeita de agressão a fotógrafo. (Foto: Reprodução/X) Continua depois da Publicidade O jornalista, porém, não especificou quais foram as provocações. “Foi nesse contexto de tensão que ocorreu a reação que resultou nas imagens que hoje circulam. Não apresento esse contexto como justificativa, mas como parte indispensável para que os fatos sejam compreendidos em sua totalidade”, salientou. Gustavo também lamentou que a agressão tenha tirado o foco do debate, e destacou que a atitude tomada não o representa. “Lamento que esse episódio tenha exposto tantos profissionais e desviado o foco do trabalho que todos estavam ali para realizar. Ao longo de 22 anos e atuação no jornalismo, construí minha trajetória com dedicação, respeito aos colegas e compromisso com a profissão, sempre buscando entregar o melhor trabalho às produtoras e emissoras pelas quais passei. Quem acompanhou minha carreira sabe que este episódio não reflete minha conduta nem a forma como sempre exerci a profissão”, enfatizou ele. Continua depois da Publicidade Ao final, ele agradeceu aos colegas de profissão que o apoiaram. “Agradeço, de forma sincera, aos colegas que me procuraram, prestaram apoio e se dispuseram a relatar o que presenciaram. As manifestações de solidariedade foram importantes nesse momento”, desabafou. Por fim, o cinegrafista pediu que o caso seja avaliado de forma justa. “Espero que toda a situação seja analisada com serenidade, ouvindo todos os envolvidos e considerando os acontecimentos em sua integralidade”, concluiu. Veja: Nota de esclarecimento publicada pelo cinegrafista (Foto: Reprodução/Instagram) Continua depois da Publicidade A Globo decidiu demitir Gustavo após o episódio e repudiou qualquer ato de violência. Em nota a Gabriel Vaquer, da coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, a emissora informou que rescindiu o contrato do funcionário, que prestava serviço temporário para a cobertura das eleições no estado paulista. “A Globo repudia com veemência qualquer forma de violência. Após analisar os fatos relacionados ao episódio, a empresa rescindiu o contrato do profissional envolvido, que atuava como prestador de serviço temporário“, declarou o canal carioca.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br