Ler resumo Angelina Jolie revelou ter criado os seis filhos pensando em sua morte precoce. Em entrevista à Variety, ela disse que sempre teve a sensação de que não viveria por muito tempo, e comentou o apoio familiar em sua carreira.
Angelina Jolie revelou ter criado os seis filhos pensando em sua morte precoce. Em entrevista à Variety, publicada nesta quarta-feira (17), a estrela de Hollywood contou que por ter perdido a mãe cedo e nunca ter conhecido a avó, sempre teve a sensação de que não viveria por muito tempo. A atriz também falou do incentivo dos filhos em sua vida profissional.
A declaração veio à tona enquanto a artista, de 51 anos, comentava sobre sua personagem em “Vidas Entrelaçadas”, que estreou em abril nos cinemas brasileiros. No longa, Jolie interpreta Maxine Walker, uma diretora de filmes que concilia um projeto para uma grife francesa com um divórcio, a criação dos filhos e um diagnóstico devastador de câncer de mama.
A produção reflete algumas das experiências da vida real da estrela. Embora nunca tenha sido diagnosticada com câncer, a atriz revelou em maio de 2013, em artigo para o The New York Times, que havia se submetido a uma mastectomia dupla preventiva por ser portadora do gene BRCA1, que aumenta o risco de uma pessoa desenvolver câncer de mama e/ou de ovário. A mãe de Jolie, Marcheline Bertrand, tinha apenas 56 anos quando morreu de câncer de ovário. A artista também perdeu a avó para a doença. “Eu precisava de alguém especial, alguém que tivesse uma conexão especial com a história“, disse a roteirista e diretora do filme, Alice Winocour, que afirmou ter escrito o drama pensando na atriz. “Angelina tem muito em comum com a personagem. Ela também é diretora e já passou por isso – não câncer -, mas todos conhecem sua história“, explicou. Angelina Jolie e Louis Garrel em “Vidas Entrelaçadas”. (Foto: Divulgação/Synapse Distribution) Em uma cena, um médico delineia as linhas de incisão de Maxine com tinta vermelha em seus seios, antes de ela se submeter a uma mastectomia dupla. Segundo Jolie, Vincent Lindon, que interpreta o médico, foi tão convincente que ela se sentiu como se estivesse operando de verdade. “Como paciente, como mulher, eu queria perguntar: ‘Vai ficar tudo bem?’. É muito impactante perceber – como o médico diz no filme – que todos nós vamos morrer, que não estamos aqui para sempre“, relatou. O momento trouxe à tona memórias de sua própria jornada com a saúde e a criação dos filhos. “Acho que, por ter perdido minha mãe jovem e nunca ter conhecido minha avó, nunca vivi com a sensação de que teria uma vida longa. Já passei da idade em que minha mãe foi diagnosticada. Talvez eu sofra por sentir que não consigo viver o presente, porque sinto que preciso me apressar e correr, pois o tempo está se esgotando. Crio meus filhos quase que os preparando para a minha ausência, e não tanto para serem avós. É isso o que acontece quando você considera a morte como uma realidade“, revelou. Continua depois da Publicidade Apoio dos filhos Angelina é mãe de Maddox, de 24 anos, Pax, de 22, Zahara, de 21, Shiloh, de 20, e dos gêmeos Knox e Vivienne, de 17, frutos do antigo casamento com Brad Pitt. Ela expôs o motivo que a fez pausar a carreira de atriz antes da separação. “Eu meio que tinha parado de atuar antes do meu divórcio. Eu estava me concentrando na direção e pensei que faria apenas meus trabalhos internacionais. Mas, de repente, percebi que a única maneira de ficar mais em casa e passar curtos períodos fora ou de ganhar um bom dinheiro, era voltar a atuar. Eu só aceitava trabalhos curtos, perto de casa ou que me permitisse levar [os meus filhos]”, admitiu. Angelina Jolie e cinco de seus seis filhos com Brad Pitt. (Foto: Getty) Ela, então, falou sobre o apoio dos filhos em sua vida profissional. “Acho que meu espírito guerreiro finalmente voltou. Eu o perdi por um tempo. Fiquei meio desanimada, mas ele está voltando em grande parte graças aos meus filhos, que agora estão mais velhos e me incentivam. Meus filhos já têm quase 18 anos, então, agora eles querem me ver viajando pelo mundo, querem que eu saia e faça coisas. Eles me conhecem melhor do que ninguém e ainda gostam de mim, o que diz muito. Acho que eles me incentivam muito a retomar aspectos de mim mesma que talvez eu não me sentisse tão livre para explorar“, observou.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br