Ler resumo O vocalista Fernando Kruscinscki foi preso em Porto Belo após condenação por estupro. A ordem judicial foi cumprida pela polícia, e o artista foi encaminhado ao sistema prisional.
O vocalista da banda Uniclãs, Fernando Kruscinscki, foi preso na tarde desta quinta-feira (20), em Porto Belo, Santa Catarina, após condenação por estupro contra a ex-esposa. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que cumpriu o mandado judicial expedido pela Vara Criminal de Tijucas.
De acordo com o Splash Uol, as autoridades confirmaram que o artista foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto. Como a sentença já transitou em julgado — ou seja, não cabe mais recurso —, a ordem de prisão foi executada imediatamente.
Kruscinscki foi localizado na região central da cidade, não resistiu à abordagem e foi encaminhado à delegacia, sendo posteriormente transferido para o Presídio Regional de Tijucas. A operação contou com atuação conjunta das polícias Civil e Militar. Segundo os agentes, a diligência foi realizada após a confirmação da decisão judicial definitiva. De acordo com o processo, obtido pelo Jornal Razão, o episódio ocorreu na madrugada de 5 de janeiro de 2020. Na época, o artista e a ex-companheira já estavam separados, mas mantinham contato. Após um desentendimento durante um show, os dois teriam combinado de conversar em um motel, local onde, segundo a denunciante, já haviam se encontrado anteriormente apenas para dialogar. A mulher afirmou que deixou claro que não queria ter relações sexuais. Ainda assim, conforme o relato, foi agredida. O processo aponta que ela teria sido puxada pelos cabelos, sufocada, despida à força e submetida a atos contra sua vontade. A denúncia também indica que a vítima permaneceu no quarto por cerca de 10 horas, sem conseguir pedir ajuda. Em juízo, ela relatou que sofreu enforcamentos repetidos e que levou cerca de dez dias para conseguir falar normalmente devido às lesões na traqueia. Um exame de corpo de delito realizado três dias após o ocorrido confirmou a presença de hematomas e escoriações em diversas partes do corpo, incluindo braços, pernas, pescoço e lábios. O laudo apontou que as lesões foram causadas por ação mecânica contundente. Apesar do relato, a vítima afirmou à Justiça que voltou a ter contato com o cantor após o episódio. Segundo seu depoimento, ele costumava ir até a casa dela, onde aparecia embriagado e chorando do lado de fora. De acordo com a vítima, o cantor aparentava estar arrependido. (Foto: Reprodução / Youtube) Em uma dessas ocasiões, ela disse ter confrontado Fernando sobre o ocorrido. Ele não teria admitido diretamente os fatos, mas, segundo a vítima, demonstrava saber do que se tratava. Ela chegou a interpretar o comportamento como um possível arrependimento. A denunciante morreu no curso do processo. Em nota, os integrantes da Uniclãs afirmaram que tiveram conhecimento recente do caso e repudiaram qualquer tipo de violência, especialmente contra mulheres. “A banda repudia de forma absoluta qualquer tipo de violência, em especial a violência contra a mulher”, diz o comunicado. O grupo também destacou que o cantor afirma inocência. “Fernando afirma sua inocência e está adotando medidas para o devido esclarecimento dos fatos”, acrescentaram eles. Os músicos ainda disseram lamentar a situação e reforçaram respeito à família da vítima: “A banda lamenta profundamente toda a situação e reforça o respeito à memória da ex-companheira, filhos e familiares”. Leia a íntegra: A banda publicou uma nota sobre o caso (Foto: Reprodução / Instagram) Após a repercussão do caso, a defesa do cantor enviou uma nota ao g1, na qual questiona a condução do processo e afirma que não houve pleno exercício do direito de defesa. “O Sr. Fernando Krucinski foi condenado em processo no qual não houve o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa, tendo sido decretada sua revelia”, diz o texto. Os advogados também alegam que há elementos relevantes não considerados na divulgação pública, incluindo declarações de familiares e pessoas próximas que negariam os fatos apresentados na acusação. Outro ponto citado pela defesa é que, segundo eles, a denunciante, que faleceu posteriormente, teria retomado a convivência com o cantor após os episódios mencionados. Para os representantes, essa informação “demanda análise aprofundada no contexto probatório”. Continua depois da Publicidade A equipe jurídica afirma ainda que já está tomando medidas para tentar reverter a condenação, com a apresentação de novos elementos e possível revisão do processo. “Por fim, ressalta-se que a divulgação de informações incompletas ou potencialmente distorcidas pode causar danos irreparáveis à honra e à imagem do acusado”, conclui a nota.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br