Ler resumo Thiago Schutz, conhecido como Calvo do Campari, foi preso em Salto (SP) suspeito de agredir a namorada e liberado após audiência. O caso envolve denúncias de violência, medida protetiva e histórico de conflitos anteriores.
O influenciador Thiago Schutz, mais conhecido como Calvo do Campari, foi preso na noite desta sexta-feira (28) por suspeita de violência doméstica contra a namorada. Segundo o Splash UOL, a prisão ocorreu em Salto, no interior de São Paulo. Na manhã hoje (29), após passar por audiência de custódia, ele foi liberado.
De acordo com o boletim de ocorrência obtido pelo portal, a discussão entre o casal teria começado durante a madrugada, quando a mulher supostamente se recusou a manter relações sexuais. A negativa teria motivado uma sequência de agressões que, segundo o documento, incluiu tapas, chutes, puxões de cabelo e golpes no rosto. A vítima relatou ainda que Schutz tentou forçá-la sexualmente. Ela conseguiu escapar da residência e acionou a Polícia Militar.
O laudo pericial confirma que a mulher, de 30 anos, apresentou diversas lesões. O documento aponta que ela foi “alvo de, no mínimo, 11 agressões que violaram sua integridade física, distribuídas pela face e pelos membros superiores e inferiores, incluindo sinais de tentativa de defesa”. A gravidade do caso foi reforçada pela advogada da vítima, Nayara Thibes. “Além de agressão, houve tentativa de estupro. É muito sério mesmo”, salientou. Veja fotos:
No boletim de ocorrência, o influenciador afirmou que não obrigou a namorada a manter relações sexuais. Ele alegou ainda que foi atacado por ela, levando alguns arranhões no rosto, e que, ao tentar se defender, acabou dando um chute para afastá-la da cama. Em um dos vídeos entregues pela vítima às autoridades, ela aparece caminhando enquanto arruma uma bolsa. “Sai de perto de mim”, exclamou ela. O acusado se aproxima e, em seguida, parece agarrá-la. A mulher reage: “Você é louco”. Schutz responde: “Para mim você não nega. Chama a polícia”. A namorada afirma que vai ligar, e ele conclui: “Estou esperando”. Assista: Lembram do redpill conhecido como Calvo da Campari? Pois é, o tal Thiago Schutz foi preso por agredir a namorada. Mais um boy lixo covardão desmascarado. pic.twitter.com/F5QKyp2GGA — GugaNoblat (@GugaNoblat) November 29, 2025 Após a audiência de custódia, a Justiça de São Paulo optou por liberar o influenciador e aplicar uma medida protetiva de urgência. Com isso, Schutz está proibido de se aproximar da vítima e de familiares, seja pessoalmente ou pelas redes sociais. A defesa da mulher informou que deve pedir uma nova prisão do influenciador nos próximos dias. A detenção desta sexta (28) não é o único episódio envolvendo o criador de conteúdo. Em 2023, Schutz foi denunciado pelo Ministério Público por ameaçar a atriz Livia La Gatto e a cantora Bruna Volpi. Na ocasião, ele teria exigido que ambas retirassem vídeos que o mencionavam nas redes sociais. Caso contrário, segundo Schutz, seria “processo ou bala”. Continua depois da Publicidade A denúncia foi protocolada pelo Ministério Público de São Paulo em 16 de março daquele ano e, pouco depois, a juíza Sônia Nazaré Fernandes Fraga, da 24ª Vara Criminal do Foro Central, aceitou o pedido, tornando o influenciador réu. Schutz tentou minimizar o episódio nas redes sociais. Em vídeo, afirmou que usa “muito palavrão” e que o termo “bala” não teria sido empregado de forma literal. “É a forma que eu me comunico, tá? Não tenho vergonha de falar dessa forma”, declarou. Thiago Schutz é apontado como integrante do movimento “red pill”. (Foto: Reprodução/Instagram) A repercussão do caso levou a novos ataques dirigidos à atriz Livia La Gatto, que relatou ter sido alvo de integrantes de um grupo ligado ao movimento “red pill”, conforme contou a Tati Bernardi no videocast “Desculpa Alguma Coisa”. “Eles mandam emojis da pílula vermelha e de Campari. Mandam isso para mostrar que são de um movimento mesmo. Ao mesmo tempo que é muito infantil e doentio, é muito perigoso”, disse ela. Continua depois da Publicidade Em novembro de 2023, a Justiça de São Paulo decidiu suspender temporariamente o processo que envolvia Schutz. A medida seguiu o artigo 89 do Juizado Especial Criminal (JECRIM), após o Ministério Público, que reconheceu que Livia foi ameaçada, sugerir a suspensão como forma de advertência. O advogado da atriz, Iberê Bandeira de Mello, declarou: “O Ministério Público sugeriu a suspensão, pois entendeu que isso era o suficiente, ainda como punição e lição, para ele não cometer mais crimes”.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br