Ler resumo A Polícia Civil de Goiás concluiu que Daiane Alves Souza foi morta pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, em crime registrado no celular da vítima. A corporação detalhou a investigação nesta quinta (19).
Wagner Moura opinou sobre a situação dos imigrantes dos Estados Unidos. Em uma entrevista ao jornal espanhol El País divulgada nesta quarta-feira (18), o ator revelou ter medo de se deparar com os agentes do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) e refletiu sobre o impacto de regimes autoritários na produção cultural.
Morando em Los Angeles há cerca de sete anos, Wagner afirmou que o cenário atual o preocupa. “Estamos atravessando um momento muito feio. Até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou de autoritarismo diante dos meus olhos. E agora não sei se conseguiria fazer isso, porque esses caras podem te matar, como vimos”, declarou.
O artista citou ainda o impacto humano das políticas migratórias. “Conheço muitos latinos que estão se escondendo em casa, sem levar seus filhos para a escola. Estamos vivendo tempos muito tristes”, afirmou. Ele também relembrou o filme “Guerra Civil“, no qual atuou. “É incrível, não é? Como a relação entre os estados e o presidente se tornou tensa”, comentou. Agente do ICE que matou mulher a tiros nos EUA registrou momento do disparo (Foto: Reprodução/ X) Continua depois da Publicidade Ao comparar o contexto norte-americano com o brasileiro, ele apontou semelhanças. “Vivemos tempos muito tristes. É curioso como se repetem os mesmos padrões que ocorreram no Brasil. Por exemplo, demonizar os atores, os artistas, os jornalistas e as universidades”, disse. E completou: “A extrema direita no Brasil foi muito eficaz em transformar, diante das pessoas, os artistas brasileiros em inimigos do povo. Com um discurso com mensagens como a de que essa gente vive do dinheiro público. Ou como conseguiram fazer com que a verdade desaparecesse”. Wagner Moura na pele do jornalista Joe em “Guerra Civil”. (Foto: Divulgação) Wagner ainda analisou o papel das redes sociais nesse processo: “Há cerca de dez anos, no Brasil, fomos muito ingênuos. Pensávamos que o Facebook podia ser uma ferramenta de conexão, de mobilização das pessoas e de democratização da informação. Hoje é evidente a união entre os oligarcas da tecnologia e a extrema direita. De alguma forma, nós, os progressistas, perdemos a batalha das redes sociais. Mas é preciso continuar insistindo, continuar lá, com pequenas desobediências”. Continua depois da Publicidade Questionado sobre o futuro, ele respondeu que acredita na solidariedade como esperança. “Em momentos de tristeza, escuridão, autoritarismo ou quando ocorrem tragédias ambientais, a solidariedade está presente”, concluiu.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br