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Astrid Fontenelle relembrou um episódio de assédio sofrido nas gravações de “Partidas e Chegadas”. Ela também refletiu sobre o machismo na carreira e seus planos profissionais para 2026.

Astrid Fontenelle se abriu ao relembrar um assédio que sofreu durante as gravações do “Partidas e Chegadas”. Em entrevista à revista Quem, publicada nesta quinta-feira (8), a apresentadora detalhou o episódio machista e revelou que já foi desrespeitada outras vezes ao longo de sua carreira.

A artista, de 64 anos, contou que quando começou a atuar na área, não se falava muito sobre machismo. Ela só seu deu conta da gravidade dessas situações após ser chamada de “burra” por um antigo chefe. “Sou de um tempo em que a gente nem sabia o que era machismo. A gente era atropelada. Mas teve um episódio na minha vida que eu acho que foi definitivo“, disse.
Fontenelle detalhou o ocorrido. “Eu fazia um programa que se chamava ‘Imprensa na TV’, em uma redação só de homens, um deles tinha sido meu professor na faculdade e um cara que me ajudou demais. Um dos diretores um dia me chamou de burra no ponto eletrônico“, recordou. “Naquele dia eu falei: ‘Ninguém vai falar assim comigo. Não tem chefe que vá falar assim comigo’. Tirei o ponto do ouvido, continuei a fazer a entrevista que eu estava fazendo. Quando acabou, fui até ele e entreguei o ponto eletrônico na mão dele. Ali eu percebi o ambiente tóxico em que a gente trabalhava. Até então, eu não tinha percebido“, contou. Astrid Fontenelle também sofreu assédio no “Partidas e Chegadas”. (Foto: Globo/Lucas Seixas) No decorrer de sua trajetória, a apresentadora se tornou uma das principais comunicadoras que defendem pautas femininas. Ela também esteve à frente de programas que quebram tabus relacionados ao universo feminino, como o “Saia Justa”. Ainda assim, Fontenelle não soube como reagir ao sofrer um recente assédio no aeroporto, enquanto gravava o “Partidas e Chegadas”. “Melhorou muito, porque pelo menos agora a gente está atenta. E mesmo assim a gente passa por muita coisa. Outro dia um cara passou a mão em mim no aeroporto. Fiquei sem ação! Eu, que sou uma mulher de 64 anos, que tem essa pauta presente na vida, que tem 12 anos de ‘Saia Justa’ falando sobre isso… Não reagi e fiquei brava comigo depois. Muita coisa ainda passa. Melhorou muito, mas a gente tem que seguir atenta e protetora uma das outras“, ressaltou. Continua depois da Publicidade Em dezembro do ano passado, a apresentadora anunciou o fim de seu contrato com o Grupo Globo, após 18 anos. Na entrevista, ela também contou os planos profissionais para 2026. “Às vezes quando a gente toma um pé na bunda de um namorado, amiga, do patrão, pode ser a oportunidade que a gente queria para a gente ter coragem de fazer o que a gente queria fazer e não fazia porque estava na zona de conforto. Este é o meu caso. Estou cheia de vontade para 2026. Não estou triste. Lamento pelo conteúdo que eu tinha e gostava, que era o Admiráveis Conselheiras e o Chegadas e Partidas. Mas bora criar outros“, completou.

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Fonte: hugogloss.uol.com.br