Ler resumo Críticas públicas de artistas da Globo à cobertura eleitoral teriam provocado um mal-estar entre integrantes do entretenimento e do jornalismo da emissora. Alguns profissionais teriam procurado a direção após manifestações sobre entrevistas com candidatos e o Jornal Nacional.

Um mal-estar envolvendo profissionais do jornalismo e artistas da Globo teria se instalado nos bastidores da emissora durante a cobertura das eleições de 2026. Segundo informações divulgadas pelo colunista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, neste sábado (3), jornalistas procuraram a direção para demonstrar incômodo com críticas feitas publicamente por nomes ligados ao entretenimento da empresa.

De acordo com a publicação, as manifestações ganharam força nas redes sociais após as sabatinas realizadas pela emissora com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Alguns artistas passaram a questionar a maneira como entrevistas e assuntos relacionados aos dois candidatos foram conduzidos pelo jornalismo da Globo.
Entre os casos que teriam chegado à direção está o de Paulo Vieira. Após a sabatina de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, no fim de agosto, o humorista criticou publicamente a condução dos apresentadores César Tralli e Renata Vasconcellos. “Ao entrevistar um mentiroso, se não interromper a mentira e dizer a verdade de imediato, vira desserviço. Faltaram muitas interrupções e explicações. Mas não perguntou sobre soberania nacional e tarifaço para Lula por qual motivo?”, escreveu Vieira. Segundo Vaquer, outras publicações do humorista com críticas à cobertura eleitoral da Globo também foram encaminhadas à direção. Crítica feita por Paulo Vieira à sabatina de Bolsonaro. (Foto: Globo/ Victor Pollak; Reprodução/ X) O incômodo não teria ficado restrito ao apresentador. Sergio Guizé, que protagonizou “Êta Mundo Melhor!” recentemente, compartilhou uma publicação que questionava os critérios adotados pelo Jornal Nacional na cobertura de notícias relacionadas a Lula e Flávio Bolsonaro. Posts envolvendo Sophie Charlotte e José de Abreu com críticas ao telejornal também foram mencionados nas queixas. Post feito por Sérgio Guizé, que critica a cobertura jornalística da Globo. (Foto: Reprodução/ Instagram) Os jornalistas que procuraram a direção teriam argumentado que esse tipo de manifestação pública contribui para criar um ambiente hostil contra a própria emissora e amplia os ataques direcionados aos profissionais. Conforme a Folha, o episódio provocou um clima de desconforto entre os dois setores da empresa. Continua depois da Publicidade Apesar da situação relatada, os profissionais do entretenimento da Globo seguem tendo liberdade contratual para manifestar opiniões políticas nas redes sociais. A orientação da empresa seria de que os artistas não participem de propagandas oficiais de candidatos. Possíveis situações consideradas excessivas, no entanto, podem ser analisadas internamente.

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Fonte: hugogloss.uol.com.br