Ler resumo Claudia Ohana revelou condição para voltar a interpretar Natasha, personagem que marcou sua carreira em “Vamp”. Em entrevista, a atriz afirmou que Antônio Calmon, autor da novela, já conversa sobre a possibilidade.
Claudia Ohana está disposta a colocar novamente os dentes de vampira para reviver uma de suas personagens mais marcantes. Aos 63 anos, a atriz revelou que gostaria de voltar a interpretar Natasha, protagonista de “Vamp” (1991), e falou da condição para trazer de volta a roqueira. Em entrevista ao jornal O Globo, ela ainda afirmou que Antônio Calmon, autor da trama, tem conversado sobre a ideia, mais de três décadas depois da novela.
“Acho que Natasha seria hoje uma nova mulher, do seu tempo, mais velha e menos ingênua”, avaliou. Claudia não escondeu o entusiasmo diante da possibilidade de um novo reencontro com a personagem. “Seria incrível reviver ela. O Antônio Calmon (autor da novela) tem falado nisso”, disse.
Natasha entrou para a história da atriz em 1991, quando Claudia protagonizou “Vamp”. A personagem, no entanto, não ficou restrita à novela. Anos depois, ela e Ney Latorraca (1944-2024) retomaram os papéis de Natasha e Conde Vlad em “Vamp — O Musical”, lançado em 2017. Mais recentemente, Ohana voltou a encarnar a vampira em uma campanha publicitária e fez uma participação como a personagem em “Êta Mundo Melhor!”. A ideia de apresentar uma Natasha mais madura também conversa com a maneira como Claudia enxerga o próprio envelhecimento. A atriz criticou a pressão imposta às mulheres à medida que ficam mais velhas e lembrou a mudança no tipo de pergunta que começou a receber assim que completou 60 anos. Continua depois da Publicidade “Envelhecer numa sociedade que cultua a juventude é muito difícil. Lembro que uma semana depois de ter feito 60 anos, começaram a me perguntar, em entrevistas, como era o sexo após os 60 e se eu ia me aposentar. Eu pensei: ‘Nossa, então ontem eu tinha 59 e estava tudo bem. Agora que fiz 60 tenho que mudar tudo?’. Mas não tem que mudar, não. A mulher de 60 continua viva, bonita e na ativa”, declarou. Claudia Ohana como Natasha em “Vamp”. (Foto: Globo/ Nelson Di Rago) Ao mesmo tempo, Claudia acredita que a maturidade trouxe uma liberdade que havia perdido em determinado momento da vida. Segundo ela, depois de passar por uma fase marcada pelo receio de perder aquilo que conquistou, hoje consegue encarar as decisões com menos medo. “Quando comecei, eu era muito livre, porque não tinha nada a perder. Aí chega um momento em que você começa a ter muita coisa a perder. Na carreira, como mulher, com namoro… você fica com muito medo. E depois de uma fase, quando fica realmente madura, você volta a não ter medo. Isso é muito, muito bom. Você sabe muito mais o que quer. E não há pressa, porque a gente sabe que o mundo gira, que as coisas acontecem”, refletiu. Continua depois da Publicidade Outros projetos E a atriz segue disposta a experimentar personagens bem diferentes. No cinema, Claudia gravou recentemente “A Grande Virada”, comédia dirigida por Halder Gomes na qual interpreta uma dominatrix. Para o trabalho, ela precisou entrar em contato com um universo até então desconhecido e aprendeu, inclusive, a manejar um chicote. “No começo, pensava que não tinha nada a ver com esse mundo sadomasoquista. Mas depois que botei a roupa, falei: ‘Nossa, eu tenho tudo a ver com isso’. Acho engraçado como ainda sou convidada para personagens assim, exóticos, fortes. Não está tão longe de Natasha, que também é gótica. E fazer um personagem erótico, uma dominatrix, com 63 anos, acho muito legal”, contou. Claudia Ohana está com projetos no cinema e no teatro. (Foto: Globo/ Beatriz Damy) Nos palcos, Claudia está em cartaz no Rio de Janeiro com “Festa no Arraial, o Musical”, inspirado em “Sonho de uma Noite de Verão”, de William Shakespeare. Na produção, ela vive Tânia Flores, uma vilã com veia cômica. “Ela é uma vilã cômica, num espetáculo lúdico. Canto ‘Espumas ao vento’ (de Fagner) e teve um dia em que as pessoas cantaram junto. Foi tão lindo”, recordou. Mesmo com os trabalhos atuais, a artista já pensa nos próximos desafios. Entre os clássicos que deseja levar aos palcos estão obras de Tennessee Williams e Shakespeare. “Tenho vontade de fazer ‘Um bonde chamado desejo’ (de Tennessee Williams), que tem a maravilhosa Blanche DuBois, e ‘A megera domada’ (de Shakespeare). E estou com um projeto pessoal que não vale a pena falar, porque, quando não está concreto, a gente não fala. Já estou pensando no ano que vem”, adiantou.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br