Ler resumo A viúva de Erasmo Carlos, Fernanda Passos Esteves, avalia acionar a Lei Maria da Penha em meio à disputa contra os filhos do cantor, Leonardo e Gil Esteves. O conflito envolve questões patrimoniais e a administração dos bens deixados por Erasmo após sua morte, em 2022.

A disputa entre Fernanda Passos Esteves, viúva de Erasmo Carlos, e os filhos do cantor deve ganhar um novo desdobramento. Segundo a coluna Gente, da revista Veja, a defesa de Fernanda avalia recorrer aos mecanismos de proteção da Lei Maria da Penha diante do que considera uma “sucessão de ataques pessoais, constrangimentos e atos de violência patrimonial praticados”.

Na semana passada, a mesma coluna revelou que os herdeiros acionaram a Justiça contra a viúva para cobrar R$ 170 mil relacionados a despesas de um apartamento na Zona Sul do Rio de Janeiro. Agora, os advogados dela confirmaram a intenção de se basear em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No início de agosto, a Corte decidiu que a Lei Maria da Penha não depende da existência de vínculo familiar, afetivo ou íntimo entre a mulher e o agressor e que medidas protetivas de urgência devem ser concedidas sempre que houver risco à integridade de uma mulher em contexto de violência de gênero.
De acordo com a coluna, a alegação é de que Leonardo Esteves e Gil Esteves “transformam controvérsia patrimonial em um ataque pessoal contra uma mulher que viveu por aproximadamente doze anos com o pai deles“. Pessoas próximas à Fernanda também relataram que o desgaste entre ela e os enteados não é de agora. A viúva já teria enfrentado conflitos recorrentes com Leonardo enquanto Erasmo era vivo e sido submetida a episódios de pressão e hostilidade ao longo dos anos. Além da administração do imóvel, o embate envolve movimentações financeiras e a administração dos bens após a morte do cantor, em novembro de 2022. Até o momento, os representantes de Leonardo e Gil não se manifestaram sobre as novas alegações. Continua depois da Publicidade A coluna Gente também apurou que Fernanda cobra mais de R$ 700 mil de Leonardo. O valor é referente a uma dívida trabalhista pela qual ele foi condenado. O pagamento, no entanto, acabou recaindo sobre o espólio de Erasmo. Como Leonardo era o único sócio da empresa envolvida no processo, a defesa da viúva entende que Fernanda deve ser ressarcida pelo valor descontado. Outro ponto da disputa envolve o apartamento localizado na Avenida Prefeito Mendes de Morais, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. A Justiça reconhece Fernanda como proprietária de 50% do imóvel. Leonardo e Gil dividem os outros 50%. Apesar disso, o contrato de aluguel de todo o apartamento, assinado em 6 de abril de 2026, cita apenas os filhos do cantor como locadores. Fernanda e Erasmo oficializaram a união em 2019 e se mantiveram casados até a morte do cantor. (Foto: Reprodução/Instagram) Fernanda não aparece no documento e também não assinou o contrato. O imóvel foi alugado por 30 meses, com valor mensal de R$ 27 mil. Segundo a defesa, os filhos de Erasmo teriam escolhido sozinhos, o inquilino, o valor do aluguel, o prazo e as demais condições do negócio. Tudo isso teria sido feito sem procuração ou autorização formal de Fernanda. Os filhos, por outro lado, afirmaram que uma manifestação anterior da viúva demonstraria sua concordância com a locação. A defesa contesta essa interpretação. Segundo os advogados, Fernanda teria dado apenas uma autorização genérica para que o imóvel fosse alugado, e não permitido que os filhos decidissem sozinhos sobre a locação de todo o apartamento. Continua depois da Publicidade Leonardo e Gil também apontam que Fernanda deixou o apartamento por não conseguir arcar com os custos de manutenção. Segundo eles, no entanto, ela teria permanecido no imóvel após a morte de Erasmo sem pagar a parte que lhe caberia nas despesas. Os filhos relataram que passaram a administrar o imóvel em junho de 2025 e que, naquele momento, encontraram débitos de condomínio, IPTU, taxa de incêndio e energia elétrica. Eles também alegaram ter realizado reparos para evitar uma desvalorização maior do patrimônio. A cobrança apresentada no processo reúne despesas já pagas pelos dois e valores previstos para gastos futuros. Leonardo e Gil afirmaram ainda que ela saiu da propriedade sem comunicar formalmente a família e sem quitar os débitos acumulados. Família de Erasmo Carlos trava embate na Justiça. (Foto: Getty) A defesa da viúva, por outro lado, contestou integralmente essa versão e afirmou que Fernanda não “usurpou” nem abandonou o apartamento. Segundo os advogados, ela morou no imóvel com Erasmo por mais de 10 anos e tinha o direito de permanecer no local após a morte dele, tanto por ser proprietária de metade do apartamento quanto pelo direito real de habitação assegurado ao cônjuge sobrevivente. Saiba os detalhes sobre o imbróglio envolvendo o apartamento, clicando aqui.

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Fonte: hugogloss.uol.com.br