Ler resumo Bob Iger, ex-CEO da Disney, se pronunciou sobre a suspensão temporária de Jimmy Kimmel da ABC em entrevista ao Financial Times. Ele negou motivação política e citou um comentário do apresentador sobre a morte de Charlie Kirk. A emissora afastou Kimmel por seis dias em setembro de 2025.
Meses após a polêmica suspensão de Jimmy Kimmel da programação da ABC, Bob Iger finalmente se pronunciou sobre o episódio. Em entrevista ao jornal Financial Times, publicada nesta quarta-feira (24), o ex-CEO da Disney negou que a decisão tenha sido motivada por questões políticas e afirmou que a emissora reagiu ao conteúdo de um comentário considerado inadequado feito pelo apresentador.
Segundo Iger, a punição temporária ocorreu após uma piada de Kimmel relacionada à morte do ativista conservador Charlie Kirk. “Não foi esse o caso”, declarou o executivo ao ser questionado sobre supostas motivações políticas. “Achamos de mau gosto. Só queríamos que ele reconhecesse que foi um comentário fora de hora e inadequado”, acrescentou.
A controvérsia começou em setembro de 2025, quando Kimmel abordou o assassinato de Kirk durante o programa “Jimmy Kimmel Live!”. Na ocasião, o humorista criticou apoiadores do movimento liderado por Donald Trump por explorarem o caso politicamente e também ironizou uma entrevista em que o então presidente desviava de perguntas sobre o episódio. Relembre: France Info :« Jimmy Kimmel a fait deux blagues sur la mort de Charlie Kirk. »Ce qu’a vraiment dit Jimmy Kimmel :« Nous avons atteint de nouveaux sommets ce week-end, le gang MAGA essayant désespérément de présenter le jeune qui a assassiné Charlie Kirk comme autre chose que… https://t.co/c8JjsKPhqa pic.twitter.com/ghAh215GId — Kâplan (@KaplanBen_Fr) September 19, 2025 Após a repercussão negativa, a ABC e a Nexstar decidiram retirar temporariamente o programa do ar. O afastamento durou seis dias e, segundo a emissora, foi resultado de conversas internas sobre o conteúdo exibido. Na época, a ABC classificou as declarações como insensíveis, mas optou por manter Kimmel no comando da atração após discussões com o apresentador. A medida recebeu apoio de Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), que elogiou a postura adotada pela Nexstar diante da situação. Continua depois da Publicidade O retorno de Kimmel, entretanto, também gerou críticas. Donald Trump condenou publicamente a decisão e passou a intensificar os ataques ao apresentador, que respondeu diversas vezes durante seu programa. O conflito voltou a ganhar força após Kimmel fazer comentários sobre a primeira-dama Melania Trump. As piadas foram exibidas poucos dias antes do tradicional jantar dos Correspondentes da Casa Branca. Veja: Jimmy Kimmel made a joke about Melania Trump during his mock speech for the White House Correspondents’ Dinner “Our First Lady is here. Mrs. Trump… you have a glow like an expectant widow” Donald Trump is now demanding Disney fires him pic.twitter.com/qkFKHXYqw5 — Culture Crave 🍿 (@CultureCrave) April 27, 2026 Após um ataque a tiros ocorrido durante o evento, Melania responsabilizou o humorista por contribuir para um ambiente de hostilidade política. Ela acusou Kimmel de utilizar uma retórica que incentivaria a violência, alegação rejeitada por apoiadores do apresentador. Continua depois da Publicidade Mesmo diante das novas pressões e de investigações conduzidas pela FCC envolvendo licenças de transmissão da Disney, Bob Iger afirmou apoiar integralmente a decisão da empresa de não aplicar uma nova punição ao humorista. “Estou totalmente favorável”, declarou o ex-executivo ao Financial Times, reforçando o posicionamento adotado pela Disney no caso.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br