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Ler resumo Sarah Kellen, ex-assistente de Jeffrey Epstein, prestou depoimento ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. No relato, ela descreveu sua experiência ao trabalhar com o financista e fez acusações sobre abusos e controle durante o período.

Sarah Kellen, ex-assistente de Jeffrey Epstein, prestou um depoimento impactante ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (5), pelo TMZ, Kellen revelou ter sido vítima de abusos sexuais, psicológicos e emocionais praticados pelo financista ao longo de dez anos.

Apesar de o depoimento ter sido prestado em 21 de maio, o conteúdo só veio à tona esta semana. De acordo com Kellen, Epstein a submeteu a um processo de manipulação que afetou completamente sua percepção da realidade. “Ele me manipulou, controlou e abusou de mim até que eu não conseguia mais distinguir quais pensamentos eram meus e quais eram dele”, declarou.
A ex-assistente contou que começou a trabalhar para Epstein e para a ex-socialite britânica Ghislaine Maxwell sem receber salário. De acordo com seu relato, ela passava os dias treinando, viajando e trabalhando para os dois em tempo integral, mas tinha medo de pedir pagamento por receio de perder sua estabilidade. Kellen afirmou que só recebeu seu primeiro salário após um episódio que descreveu como abuso sexual. Segundo ela, Epstein teria ordenado que preparasse um banho para ele, tirasse a roupa e entrasse na banheira. Depois disso, ele teria dito: “O emprego é seu. Agora você só precisa mantê-lo”. Sarah Kellen chegando para prestar depoimento. (Foto: Getty) Durante o depoimento, Kellen relatou que os abusos aconteciam semanalmente e que, em alguns casos, foram violentos. Mesmo após começar a receber, ela disse que ganhava cerca de US$ 25 mil por ano e trabalhava sem folgas. “Eu estava sendo paga, em parte, para ser estuprada”, afirmou. Continua depois da Publicidade Em uma das acusações mais graves, ela afirmou que Epstein a teria prendido em uma academia, aumentado o volume da música e a estuprado enquanto a enforcava. Ela também alegou que, mesmo durante o período em que Epstein cumpria pena em uma prisão na Flórida, continuava exercendo controle sobre ela. Segundo Kellen, ele a contatava por chamadas de vídeo e exigia que ela se despisse diante da câmera. Epstein foi encontrado morto em sua cela um mês após ser preso, em 2019. (Foto: Divulgação/Registro de Criminosos Sexuais do Estado de Nova York) A ex-assistente afirmou ainda que passou anos acreditando que desafiar Epstein poderia custar não apenas seu emprego, mas também sua segurança. “Eu era lembrada todos os dias do quanto ele era poderoso e influente. Desobedecê-lo significava perder tudo”, declarou. No depoimento, Kellen citou figuras públicas e líderes mundiais que afirma ter conhecido durante viagens ao lado do financista, entre eles Fidel Castro, a princesa Beatrice, Bill Clinton, Ehud Barak e o sultão de Brunei. Continua depois da Publicidade Ela também contestou reportagens que a descrevem como uma das principais colaboradoras de Maxwell. “Isso é uma distorção grotesca da realidade. Eu era literalmente uma escrava contratada”, afirmou. Segundo Kellen, a própria Ghislaine costumava se referir a ela como “escrava” e “serva”. Por fim, a ex-assistente revelou que ainda enfrenta as consequências psicológicas do período em que trabalhou para Epstein. “Eu não conseguia diferenciar a realidade da realidade manipulada por Jeffrey”, disse. Atualmente, ela afirma conviver com depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático.

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Fonte: hugogloss.uol.com.br