Ler resumo Juliana Baroni participou do podcast de Leo Paiva e falou sobre sua experiência como paquita nos anos 1990, incluindo rotina e remuneração. O relato repercutiu nas redes sociais e motivou uma manifestação pública de Xuxa.
Nesta segunda-feira (1º), a ex-paquita Juliana Baroni foi convidada do podcast de Leo Paiva. Durante a conversa, a atriz e diretora abriu o jogo sobre os bastidores da época em que trabalhou com Xuxa Meneghel, além de detalhar o valor recebido pelos anos como Paquita. Após a repercussão da fala, Xuxa se manifestou nos comentários da publicação nas redes sociais.
Baroni lembrou o momento em que foi contratada para o trabalho. Juliana entrou para as paquitas em fevereiro de 1990 e permaneceu como assistente de palco de Xuxa até 1995. Questionada pelo apresentador se o contrato “mudou sua vida”, ela entregou: “Não. Agora eu vou te dar um bastidor bombástico. Para uma criança de 11 anos era um dinheiro bom. Mas não bancava a minha vida”. Segundo Juliana, enquanto trabalhava, a mãe ficou responsável pelos irmãos e pelas despesas da casa, enquanto ela acompanhava a agenda com o pai. “Até meu pai abrir uma nova clientela, demorou. Então, eu bancava essa nova casa no Rio de Janeiro com dinheiro de Paquita. Dava para pagar as contas, e a minha mãe me orientou muito bem. Tudo o que eu ganhava que era alguma coisa extra, eu guardava. Mas não é o que as pessoas pensam…”, contou. Juliana foi paquita da Xuxa entre os 11 e os 17 anos. (Foto: Reprodução/Instagram) Ao falar sobre os cachês, ela destacou a diferença em relação aos ganhos de Xuxa: “E vou dar um dado, não para criar polêmica, tá, gente? É só para a gente ter uma noção dos bastidores. Se a Xuxa ganhava R$ 80 mil, R$ 100 mil, na época, para fazer um show, as Paquitas ganhavam R$ 200 reais. Então, era discrepante. Para uma criança era bastante, mas não era o que as pessoas achavam. Era muito trabalho”.
A atriz explicou que, embora participassem de diversas atividades — como shows, filmes e gravações de discos, além do salário da Globo —, os ganhos somados não eram suficientes para garantir estabilidade financeira. “Os salários somados davam uma boa quantia. Mas não o suficiente para você ficar rica, comprar apartamento ou resolver a vida. Não tinha isso”, pontuou. Durante a conversa, Paiva observou que, apesar da remuneração, as paquitas tinham grande visibilidade. Juliana concordou e comparou com outros casos: “Isso. E isso não acontecia só com as Paquitas. Você vê que com os Menudos acontecia a mesma coisa. Com os atores mirins da Disney, a mesma coisa. Então, era um padrão de exploração mesmo. Mas era um padrão da época”, observou Juliana. Continua depois da Publicidade Baroni afirmou ainda que, entre os 11 e os 17 anos, o aumento da fama não foi acompanhado por um crescimento proporcional nos ganhos. “Obviamente fomos ficando mais e mais famosas. Mas isso não significa que fomos ganhando mais e mais dinheiro. Fomos fazendo mais coisas. A proporção era sempre mais ou menos essa. [O cachê] se mantinha”, revelou. Apesar disso, ela destaca que conseguiu guardar parte do que ganhou. “Mas eu ainda, da minha geração, fui uma das meninas que conseguiu guardar dinheiro por conta da minha mãe. Porque eu morava simplesmente. Não tinha luxo nenhum. Mantive meus hábitos de classe média. Não ia para restaurante. Não deslumbrei”, concluiu. Assista: Ex-paquita revela como era salário nos anos 1990, e Xuxa se manifesta pic.twitter.com/QsDDgBo8nG — WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) June 2, 2026 Continua depois da Publicidade O trecho compartilhado por Paiva repercutiu nas redes sociais e chegou até Xuxa, que comentou na publicação confirmando o relato e prestando apoio à ex-paquita. “Mais pura verdade. Lembrando a todos que eu pagava o cachê (saia do meu dinheiro) pra elas. NÃO, nem eu sabia quando ganhava e quanto ganhava, sempre quem cuidou de dinheiro [foi a] Mattos. SEMPRE FOI ASSIM”, disparou. Xuxa confirmou relato da ex-paquita e deu outros detalhes sobre os bastidores da fama. (Foto: Reprodução/Instagram) Assista ao podcast completo:
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Fonte: hugogloss.uol.com.br