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Ler resumo A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar supostos casos de LGBTfobia envolvendo Ratinho no “Programa do Ratinho”, do SBT. Segundo a Folha de S.Paulo, a apuração considera episódios exibidos recentemente e tramita sob sigilo no 7º Distrito Policial de Osasco.

A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar supostos casos de LGBTfobia cometidos por Ratinho durante seu programa no SBT. De acordo com informações divulgadas pela coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (22), a decisão foi tomada por conta da reincidência de episódios semelhantes registrados nos últimos 60 dias.

Segundo a publicação, o caso tramita sob sigilo no 7º Distrito Policial de Osasco e terá prazo inicial de 30 dias para investigação, podendo ser prorrogado. A apuração envolve três ocorrências atribuídas ao comunicador, exibidas recentemente no “Programa do Ratinho“, atração comandada por ele na emissora fundada por Silvio Santos.
O primeiro episódio citado teria acontecido em março, quando Ratinho questionou a eleição da deputada federal Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Na ocasião, o apresentador afirmou que ela “não era indicada” para assumir o cargo por ser uma mulher trans. Após a repercussão, a parlamentar entrou com uma ação por transfobia, além de pedir direito de resposta ao SBT e uma indenização. Ratinho também acionou Erika judicialmente por difamação. Ratinho é investigado pela Polícia Civil por falas LGBTfóbicas. (Foto: Reprodução/SBT) O outro caso investigado teria ocorrido no início de maio, quando o apresentador declarou ficar “preocupado” ao ver casais do mesmo sexo se beijando em público. As falas repercutiram nas redes sociais e motivaram denúncias encaminhadas ao Ministério Público, que também iniciou uma apuração própria sobre o caso. Já o terceiro episódio aconteceu no dia 11 de maio, durante o quadro “Dez ou Mil”. De acordo com a coluna, Ratinho teria feito comentários considerados homofóbicos direcionados a participantes LGBTQIA+, sugerindo que eles não seriam “machos de verdade”. Continua depois da Publicidade Ainda de acordo com a reportagem, funcionários do programa e o próprio apresentador devem ser convocados para prestar depoimento ao longo da investigação. Até o momento, o SBT não figura como investigado no inquérito policial. A emissora ainda não se manifestou sobre o assunto. Já a assessoria de Ratinho informou apenas que o apresentador “não comenta questões jurídicas”.

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Fonte: hugogloss.uol.com.br