Ler resumo Deolane Bezerra foi presa em São Paulo durante operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, chamada Vérnix. A ação investiga suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC e cumpre mandados de prisão e busca e apreensão.
Na tarde desta quinta-feira (21), Deolane Bezerra se manifestou pela primeira vez após ser presa. A influenciadora e advogada foi detida na manhã de hoje em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Civil. Intitulada Vérnix, a ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ao chegar ao Palácio da Polícia Civil, Deolane foi questionada pela repórter Juliana Tourinho, do SBT, se gostaria de comentar a prisão. A advogada foi direta na resposta: “Presa por trabalhar, por advogar”.
Assista: 🚨AGORA: “Presa por trabalhar”, diz Deolane Bezerra com exclusividade ao SBT. pic.twitter.com/zIv6iHYhJQ — Didigo Santini (@DidigoSantini) May 21, 2026 Antes disso, Bezerra havia deixado o local e seguido para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou por perícia e exames de corpo de delito. De acordo com o portal g1, os agentes também cumprem outros cinco mandados de prisão preventiva, um deles contra Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que já está preso, além de ordens de busca e apreensão. Deolane chegando no Instituto Médico Legal (IML). (Foto: Van Campos/AgNews) Segundo o MP, Deolane estaria envolvida com transações para a família de Marcola. Ela teria usado as próprias contas para transferir dinheiro de uma transportadora de cargas que, por sua vez, lavava dinheiro para os parentes dele. A empresa possui sede em Presidente Venceslau (SP) e seria controlada pela cúpula da facção criminosa, considerada a maior do país. Continua depois da Publicidade A influencer ainda teria usado de sua fama e poder aquisitivo para mascarar as transações de altos valores, como apontou a investigação. A polícia também pediu o bloqueio de veículos avaliados em R$ 8 milhões e a obstrução de mais de R$ 357,5 milhões nas contas dos investigados na operação de hoje. Deolane passou as últimas semanas em Roma, na Itália. O nome dela chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol, mas ela retornou ao Brasil ontem (20). Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão na casa dela, em Barueri, e em outros endereços ligados a ela. Dez viaturas cercaram a mansão da influencer, localizada em um condomínio de luxo na região de Alphaville. Veja: Imagens mostram polícia na mansão de Deolane, em SP pic.twitter.com/eIP9JNwfN8 — WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) May 21, 2026 Continua depois da Publicidade O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, filho de Deolane, e um contador são alvos de busca e apreensão. Foram presos na operação, Everton de Souza, o “Player”, indicado como operador financeiro da organização, e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, que está em Madri, na Espanha. Everton, inclusive, aparece nas mensagens interceptadas durante a investigação dando orientações sobre distribuição de dinheiro da transportadora de cargas controlada pela família de Marcola e indicando contas de destino. Alejandro Camacho, o “Júnior”, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho também entraram na lista de alvos. O segundo estaria na Bolívia, conforme a polícia. Os dois são irmão e sobrinho de Marcola, respectivamente. Marcola e Alejandro estão presos na Penitenciária Federal de Brasília e serão comunicados sobre a nova ordem de prisão preventiva. Continua depois da Publicidade Ao g1, o advogado de Deolane, Luiz Imparato, disse que está se “inteirando dos fatos”. Bruno Ferullo, que defende Marcola, também afirmou que ainda vai se inteirar do caso. Até o momento, a defesa dos demais não se pronunciou. Já a transportadora citada na operação é vizinha do presídio de Presidente Venceslau. A suspeita do MP-SP é de que os chefões máximos do PCC tenham constituído a empresa como forma de lavar dinheiro do tráfico de drogas. A segunda hipótese é que o local foi usado como estratégia para uma possível ação de resgate de presos na P-2 de Venceslau.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br