Ler resumo Edna Fonseca, ex-funcionária de Paula Lavigne e Caetano Veloso, desistiu da ação trabalhista movida em 2024 contra o casal. A antiga trabalhadora também se manifestou sobre acusações citadas no processo anterior.
A trabalhadora doméstica Edna Fonseca desistiu da ação trabalhista que moveu em 2024 contra Paula Lavigne e Caetano Veloso. A ex-funcionária pedia cerca de R$ 2,6 milhões por adicional noturno, horas extras, acúmulo de funções e outros direitos trabalhistas, além de ter apresentado uma notícia-crime por ameaça e cárcere privado contra os antigos patrões.
Segundo informações divulgadas pelo site Alma Preta, Edna comunicou a desistência do processo no dia 9 de abril e não compareceu à audiência marcada para 15 de abril. Nesse período, ela teria constituído uma nova defesa. O advogado anterior, Cláudio Virgulino, foi retirado da posição durante a audiência.
Em nota, a atual defesa da ex-funcionária explicou os motivos da decisão. “Venho a público informar que, por motivo de foro íntimo e de consciência, decidi desistir da ação judicial anteriormente proposta contra a empresa Uns, contra Paula Lavigne e contra Caetano Veloso, por discordar da narrativa e dos pedidos feitos no processo”, iniciou. “Quero aqui deixar claro que nunca sofri nenhum tipo de cárcere privado nesses 22 anos que trabalhei para a empresa e para os seus sócios, nem fui acusada de roubar valores em dinheiro da casa do casal”, declarou. Paula Lavigne e Caetano Veloso (Foto: Reprodução/ Instagram) Edna também pediu desculpas pelas acusações feitas anteriormente. “Diante de todo o prejuízo causado, gostaria de pedir aos envolvidos sinceras desculpas pelos transtornos, desconfortos ou interpretações que possam ter surgido em decorrência das questões que vieram a público”, afirmou ela. “Quero também esclarecer que não houve intenção de causar prejuízo ou exposição indevida a qualquer das partes envolvidas. Ao longo de todos os anos em que trabalhei na empresa, prestando serviços aos sócios, sempre fui tratada pela Paula e pelo Caetano com todo o respeito e profissionalismo. Paula ajudou não só a mim, mas também meus filhos e marido, e me vejo obrigada a reconhecer o meu erro, pelo qual muito me arrependo”, completou. Continua depois da Publicidade Em nota, Cláudio Virgulino, advogado destituído em audiência, falou que apresentou à então cliente, as implicações jurídicas da desistência e protocolou o pedido em 10 de abril. Entenda o caso Edna trabalhou por 22 anos para o casal e foi demitida por justa causa em 6 de maio de 2024. Segundo a defesa de Paula Lavigne, a dispensa ocorreu por quebra de confiança, após a ex-funcionária autorizar a entrada de pessoas na residência sem consentimento e consumir bebidas alcoólicas da casa sem autorização. O escritório que representa a empresária afirmou que a decisão foi baseada em “provas robustas”, com “confissão da própria Edna sobre os fatos”. Apesar da desistência da ação trabalhista, Paula Lavigne e Caetano Veloso mantêm os processos contra a ex-funcionária por calúnia, difamação e quebra de confidencialidade. Continua depois da Publicidade Além da esfera trabalhista, Edna também havia apresentado notícia-crime contra Paula em maio de 2024, alegando ameaça e cárcere privado. Posteriormente, contudo, mudou a versão e negou os fatos. As investigações seguem sob responsabilidade do 14º DP do Leblon, no Rio de Janeiro.
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques
Fonte: hugogloss.uol.com.br