fbpx


Ler resumo Felca prestou depoimento à Justiça da Paraíba, realizado na fase de instrução do processo que investiga Hytalo Santos e seu companheiro, Israel Natã Vicente, nesta terça-feira (13).

O depoimento de Felca à Justiça da Paraíba, realizado na fase de instrução do processo que investiga Hytalo Santos e seu companheiro, Israel Natã Vicente foi divulgado nesta terça-feira (13). Conforme a gravação reproduzida pelo programa “Melhor da Tarde”, o influencer foi questionado sobre as provas colhidas para gravar o vídeo sobre “Adultização”, a monetização do conteúdo e falou com maior profundidade sobre a participação de Kamylinha nos vídeo de Hytalo.

Inicialmente, Felca falou das gravações classificadas como “apelativas” e que geravam engajamento nas redes sociais. Questionado pelo promotor se havia conteúdo impróprio, ele respondeu: “Eu não posso precisar essa informação. Ele ficaria no campo dos palpites e de teorias que não têm como se firmar em nada concreto”.
Segundo Felca, ele também não entrou em contato com as crianças e adolescentes que faziam parte da “Turma do Hytalo”, muito menos teve acesso a informações exclusivas. “Eu não entrei em contato com as pessoas que foram expostas, até porque eu falei de bastante pessoas no vídeo”, declarou. Na audiência, a defesa de Hytalo e Israel — composta por oito advogados — indagou sobre os métodos e critérios utilizados por Felca na produção de seu vídeo-denúncia. A pergunta, por sua vez, foi vista como uma suposta tentativa de desqualificar a peça que motivou a discussão e repercussão do caso. Felca repudiou a sexualização de crianças e adolescentes em conteúdos produzidos por Hytalo (Foto: Globo/Evelyn Costa) Nesta mesma condição, Felca apontou que não possuía dados demográficos oficiais para afirmar que a exposição de Kamylinha gerava mais lucro para Hytalo. “Eu não vou conseguir especificar a fonte da informação. Eu não vou conseguir dizer se ela veio de fontes públicas”, apontou. “Então, isso [a conclusão] é uma indução que o senhor trouxe na construção que o senhor fez?”, perguntou um dos advogados de Santos. “Sim, foi uma indução”, cravou o influencer. No entanto, ele reforçou que a jovem aparecia em conteúdos desde muito pequena, “na tenra idade, publicamente com e sem o Hytalo Santos aos 12, 13 anos”. Continua depois da Publicidade Felca explicou que a conclusão foi baseada na análise das datas de publicação dos vídeos e no cálculo da idade correspondente. Ele ainda refletiu sobre a exposição da Kamylinha, opinando se a jovem usava roupas inadequadas: “Não vou saber precisar essa informação. Mas, supondo, eu creio que sim. Eu creio que ela já produzia conteúdo em 2024”. Em outro momento, o influencer contou se monetizou com o vídeo que fez para seu canal no Youtube denunciando a adultização. “Não, foi desmonetizado porque entendi que o assunto era delicado”, garantiu, negando que teria recebido valores para doação posterior. Hytalo e Euro estão detidos desde agosto de 2025 (Foto: Reprodução/TV Globo) Apesar disso, reconheceu que o conteúdo teve impacto direto em sua visibilidade. “Sim, aumentei minha audiência. Recebi convites para programas televisivos”, relatou. No encerramento da audiência, o influenciador afirmou que os vídeos analisados alcançavam “milhões de visualizações” e estimou que Hytalo poderia atingir “mais de 10 milhões ou 50 milhões de visualizações por mês”. Continua depois da Publicidade Para Felca, a presença de crianças e adolescentes era um fator central no número de views. “Como grande parte do conteúdo publicado era relacionado a crianças e adolescentes, naturalmente a relação audiência e produto era completamente relacionada”, reforçou. Hytalo e Israel foram presos em agosto de 2025, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, e transferidos para o presídio do Roger, em João Pessoa (PB). Além da prisão preventiva, a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição de contato com menores e a suspensão da monetização de seus canais. Assista à íntegra:

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques

Fonte: hugogloss.uol.com.br