Depois de quase 20 anos de ameaças, parece que Ridley Scott vai mesmo tirar do papel uma sequência para “Gladiador”, um dos maiores blockbusters do início dos anos 2000. A ideia se arrasta desde 2001, quando um embate de bastidores entre os planos do diretor e os de sua estrela, Russell Crowe, deu origem a um dos roteiros mais épicos e bizarros já descartados em Hollywood.Na sua continuação para a saga de Maximus, o gladiador acordava no submundo apenas para descobrir um desolado cenário de morte e destruição. Vagando por entre ruínas, ele encontrava velhos e enfraquecidos deuses, que lhe ofereciam uma saída: “Tinha esse novo deus, um homem na Terra, que estava ganhando popularidade”, explicou Cave. “Então, os velhos deuses mandam o Gladiador de volta para matar esse Cristo e seus seguidores”. Em troca, Maximus poderia ser reunido à sua família, morta no primeiro filme a mando do imperador. Mas a grande reviravolta estava na identidade desse suposto Messias: ele seria filho de Maximus, que teria sido ressuscitado e adotado por uma família cristã. Assim, ao descobrir que havia sido enganado pelos deuses para matar seu próprio sangue, o gladiador lançaria uma brutal vingança contra Roma, liderando cristãos em um conflito violento.