​A cantora paraibana Roberta Miranda, falou em entrevista sobre o início de sua carreira e a falta de vozes femininas no meio sertanejo.

“Sem nenhuma falsa modéstia, fiquei aí 25 anos reinando sozinha. (…) Sempre senti muita falta da voz feminina para o sertanejo, já que era um mundo comandado por bota e chapéu. Eu ia para a rádio ou para as revistas e dizia ‘Gente, cadê as vozes femininas?’. E agora, graças a Deus, tem essa invasão, esse movimento. Acho muito legal”

comentou a cantora em entrevista para o “Mariana Godoy Entrevista”, que vai ao ar nesta sexta-feira às 23h pela RedeTV.

 

Durante a conversa, a cantora afirmou ser feminista, defendeu o “Feminejo” (empoderamento feminino no meio do sertanejo) e disse que acredita que os homens mudaram:

“Se ser feminista é lutar pela mulher, pelo empoderamento e pelo lugar ao sol, eu me considero. Porém, aí tem uma grande diferença. Em momento algum eu quero desvalorizar, denegrir ou diminuir o homem. Mesmo porque os garotos e homens de hoje estão muito mais sensíveis, entendendo e respeitando mais.”

Na conversa, Roberta revelou que um de seus maiores sonhos é gravar com Roberto Carlos, e que embora já tenha tido a chance de conversar com ele, fica tímida perto do Rei.

“É terrível ser fã, por isso entendo e respeito. Eu me relaciono com ele como fã, mas como colega eu não consigo”.

A cantora tem 30 anos de carreira no meio do sertanejo. Dona de sucessos como “Manda Um Beijo Pra Ela”, ainda comentou que os anos acumulados refletiram positivamente em suas músicas.